A Rádio Vanguarda de Feira

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

As caricaturas rock n’ roll de Sebastian Krüger



           Essa é a história de um garotinho alemão aficionado pelo Pato Donald. Ele via os filmes animados da Disney e logo corria para o lápis e o papel para retratar o bicho… mas qual era sua surpresa quando notava que a imagem de Donald em sua mente não parava de se mover. Então o garoto pediu para que os pais comprassem um gibi para ele, assim teria uma imagem estática do pato e poderia desenhá-lo em paz.
Mas seus pais não quiseram comprar. Que história é essa? Desenhe uma fruta, seu guarda-roupa, o que já temos em casa, pra que comprar um gibi?
           O pato continuava correndo em sua mente, correndo pois queria sair dali e cair no papel. E o garoto sabia disso, então começou a namorar Donald na banca de jornal, gravar todos os detalhes possíveis em sua mente para que pudesse voltar correndo (como o pato) para casa e desenhar a imagem ainda fresca na memória. Alguma dúvida? E os botões da camisa, há botões na camisa? O garoto voltava à banca e namorava a capa do gibi mais uma vez.
           E foi a partir daí que Sebastian Krüger, sem querer querendo, aprendeu a memorizar detalhes fisionômicos como poucos.            Nascido na Alemanha, o cartunista já tem mais de mil obras contabilizadas, entre pinturas e desenhos, variando quase sempre em um tema em comum: Caricaturas. Atores, músicos, personalidades, ninguém escapa de sua precisão que, em retratações mais realistas, beiram a perfeição. Ainda rola uma paixão nada secreta pelos Rolling Stones em muitas de suas obras, já que Krüger conheceu os caras no início de sua carreira (dando uma ~surfada~ nas interwebs você encontra muita caricatura de Jagger e cia.) e acabou viciando no rosto de Keith Richards — que, convenhamos, é o rosto mais enrugado detalhado que uma pessoa pode ilustrar. Então vai girando a bolinha do meio do seu mouse para ver a magia do alemão nessas três décadas de carreira:
Como fazer uma caricatura: 1. Esboce um boneco de palito só para as noções de proporção.
2. Desenhe o resto.
3. Adicione alguns detalhes.
4. Retoque com o dedo para dar aquele feeling rústico e está pronto! (o que eu tou falando, G-zus?)
           Fácil pra caramba, pô! Qualquer dúvida é só levantar a mão. Seguindo esses passos simples, prestenção no que Krüger já fez:
Mick Jagger.
Só vi verdades bucais nessa caricatura de Steven Tyler.
Elvis com aquela carinha de “vem tomar sorvete no meu porão, vem”.
Pouco talento para uma imagem só: Bob Dylan!
Lemmy Kilmister, do Motörhead, e suas verrugas que mais parecem balas de goma na bochecha.
Clint Eastwood (com trilha sonora, né).
Christopher Walken (sei que dane-se minha opinião, mas por algum motivo
sempre achei o Walken um ator péssimo para uma caricatura. Krüger fez milagre).
O lindo do Juninho Profundo (brincadeira, gentchy) que fez 50 anos esses dias.
Keith Richards posando para foto em… Não, ‘pera!
Um marshmallow para quem souber quem é ela. (pfvr, né ~peçuau~)
Príncipe Charlinho.
Sean Connery (meu Quatermain, tira o olho <3).
Tina Turner divando no salão
Qual postagem minha esquece do Bowie? ISSO NON ECZISTE!
Arnold Schwarzenegger (sem olhar no Google, juro!).
Carlitos (como se precisasse de legenda, né).
Frajola Stallone (padinha sem-graça só para os fortes).
Gerard Depardieu.
Só pra finalizar, um Russell Crowe de boas numa pose casual de “como esse cara desenha tão bem?”.
? FAIXA BÔNUS ?

           Porque já não bastava Krüger ser um cartunista e tanto: Algumas das capas de importantes bandas do cenário do rock/metal também foram desenhadas pelo alemão. Confira aí:

Two Faced, do Tankard (1994).
Beast Of Bourbon, do Tankard (2004).
The Morning After, (mais uma vez) do Tankard (1988).
Mad Butcher, EP do Destruction (1987).
Port Royal, do Running Wild (1988).

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