A Rádio Vanguarda de Feira

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Camisa de Vênus...Uma Banda com História!


Camisa de Vênus (também conhecido somente como Camisa) é uma banda de rock brasileiro.

Foi criada em Salvador quando Marcelo Nova (vocal), Robério Santana (Baixo), Karl Franz Hummel (guitarra base), Gustavo Mullen (Guitarra solo) e Aldo Machado (Bateria) se reuniram em 1980. A primeira apresentação foi em maio de 1982, em Salvador, e o lançamento do primeiro compacto, Meu Primo Zé e Controle total, aconteceu no mesmo ano. O primeiro álbum, Camisa de Vênus, foi lançado em 1983 pela Som Livre.

Em 1983 o Camisa de Vênus se muda para São Paulo e assinam contrato com a Som Livre. O nome da banda era considerado "indecente" por muitos, sendo assim a divulgação em rádio e televisão seria inviável. Diretores da Som Livre chamaram os membros da banda para uma reunião e sugeriram a mudança do nome da banda, Marcelo nova disse que mudaria o nome sim, e sugeriu que o novo nome da banda fosse "capa de pica'. O Camisa de Vênus foi expulso da gravadora após essa reunião. A gravadora também retirou o disco de catálogo e, por mais de um ano, a banda ficou sem gravadora. Em 1985, assinaram com a RGE, que relançou o primeiro disco da banda. Ainda em 1985, foi lançado Batalhões de estranhos, nesse disco o Camisa divulga o single Eu não matei Joanna d'Arc.

A banda lotava ginásios em todo o país e em Santos, litoral de São Paulo, gravaram o disco ao vivo, Viva, no Clube Caiçara, de 1986, o disco foi basicamente o registro de um show do Camisa, foi um marco na historia do rock nacional, o primeiro Ao Vivo realmente ao vivo, com microfonia, ecos e muitos palavroes. O disco fez muito sucesso, mas logo foi retirado das lojas pela censura. Ainda em 1986 assinaram um novo contrato com a WEA e lançaram o álbum Correndo O Risco, do qual Só o fim se tornou um hit. Neste mesmo disco o Camisa, uma banda de origem punk, convida uma orquestra para participar da canção " A ferro e fogo", algo completamente inusitado.

Em outubro de 1987 foi lançado o álbum duplo Duplo Sentido. Esse álbum conta com a participação especial de Raul Seixas, na música "Muita estrela pouca constelação" que retrata o cenário musical da época. Em novembro, Marcelo Nova deixou a banda, para investir em sua carreira solo. O Camisa de Vênus encerra suas atividades. Em 1995, o Camisa voltou a se apresentar com uma formação diferente, que lançou o último álbum, Quem é você?.

Após o fim da banda em 1998, o Camisa voltou a se reunir em algumas ocasiões.Em 2004, com a participação da banda no Festival de Verão de Salvador, onde a banda gravou o seu primeiro DVD, em 2007 com alguns shows pelo Brasil, e em 2009, a banda anunciou a volta oficial, porém, não sem a presença do vocalista Marcelo Nova e nem do baterista original Aldo Machado. Ambos foram substituidos por Eduardo Scott (ex-Gonorréia) nas vozes, e Guiga Blues Rock na bateria.













sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Um pouco mais do Legião Urbana...

A banda foi formada em agosto de 1982 poucos meses após uma discussão de Renato Russo com sua antiga banda, Aborto Elétrico, devido a uma briga com o integrante Fê Lemos (bateria) na música "Veraneio Vascaína" (na ocasião, Renato havia errado a letra e levou uma baquetada em pleno show).
Com o fim da banda, Fê Lemos e seu irmão, Flavio Lemos (contrabaixo), reúnem-se com Dinho Ouro Preto e formam o Capital Inicial. Para compor, Renato Russo se inspirava em bandas como Sex Pistols , The Beatles, Ramones, The Smiths, The Cure, Talking Heads e Joy Division e no filósofo Jean-Jacques Rousseau (daí a inspiração para o nome artístico).

O começo
A primeira apresentação da Legião Urbana aconteceu em 5 de setembro de 1982 na cidade mineira de Patos de Minas, durante o festival Rock no Parque, que contou com outras oito atrações, entre elas a Plebe Rude.

Esse foi o único concerto em que a banda apareceu com a sua primeira formação: Renato Russo (vocalista e baixista), Marcelo Bonfá (baterista), Paulo Paulista (tecladista) e Eduardo Paraná (guitarrista), hoje conhecido como Kadu Lambach.[4] Após a apresentação, Paulo Paulista e Eduardo Paraná deixaram a Legião. O próximo guitarrista seria Ico Ouro-Preto (irmão de Dinho Ouro-Preto, vocalista do Capital Inicial), mas foi logo substituído por Dado Villa-Lobos, que assumiu a guitarra da Legião em março de 1983.

O sucesso
Em 23 de julho de 1983, a Legião faz no Circo Voador, Rio de Janeiro, um concerto que mudaria a história da banda. Após a apresentação, eles são convidados a gravar uma fita demo com a EMI. No ano seguinte, por indicação de Marcelo Bonfá, entra o baixista Renato Rocha e começa então a gravação do primeiro disco.

O primeiro álbum Legião Urbana, lançado em 2 de janeiro de 1985, é extremamente politizado, com letras que fazem críticas contundentes a diversos aspectos da sociedade brasileira. Paralelo a isso, possui canções de amor que foram marcantes na história da música brasileira, como "Será", "Ainda é cedo" e "Por Enquanto", esta última que é considerada como a melhor faixa de encerramento de um disco, segundo Arthur Dapieve, crítico e amigo de Renato Russo. "Geração Coca-Cola" é outra música famosa deste álbum.

O segundo álbum, Dois, foi lançado em 1986. O disco deveria ser duplo e se chamar Mitologia e Intuição, mas o projeto foi recusado pela gravadora, fazendo com que o disco saísse simples. A primeira música, "Daniel na Cova dos Leões" é iniciada com um pouco da canção "Será" envolto a ruídos de rádio e do hino da Internacional Socialista. É o segundo álbum mais vendido da banda, com mais de 1,2 milhão de cópias, e considerado por muitos o mais romântico. "Tempo Perdido" fez um grande sucesso e se tornou um dos clássicos da Legião. "Eduardo e Mônica", "Índios" e "Quase Sem Querer" também fizeram muito sucesso.

Que País É Este 1978/1987 pode ser considerada a primeira coletânea feita pela banda de Brasília, embora todas as faixas tivessem sido regravadas e produzidas para este álbum em estúdio. A maioria destas músicas foram propositalmente gravadas em primeiro take (baixo, guitarra e bateria de uma só vez). Este material foi programado para entrar no antigo projeto Mitologia e Intuição, que foi abortado pela gravadora. Das nove canções do disco, apenas "Eu sei" (da carreira solo de Renato Russo), "Angra dos Reis" e "Mais do Mesmo" não eram do antigo Aborto Elétrico. Esta é a obra mais punk da Legião Urbana e contém em seu encarte uma breve história do grupo. Foi o último trabalho oficial com a participação do então baixista Renato Rocha. Seu título provisório era Mais do Mesmo. As maiores músicas deste álbum foram "Que País É Este", "Faroeste Caboclo" e "Angra dos Reis".

O álbum As Quatro Estações de 1989 é considerado por muitos o melhor e mais inspirado trabalho do grupo, inclusive pelo próprio Renato Russo, além de conter o maior número de hits: são onze canções, das quais pelo menos nove foram tocadas incessantemente nas rádios. É o álbum mais vendido da Legião, com mais de 1,7 milhão de cópias[carece de fontes], é também considerado o disco mais "religioso". O baixista Renato Rocha tocou com o trio nos três primeiros álbuns e chegou a gravar o baixo de algumas faixas desse álbum, mas deixou o grupo devido a desentendimentos com os outros membros. As linhas de baixo originalmente gravadas por Rocha foram regravadas por Dado e Renato, que se revezaram nos baixos e guitarras. Músicas legendárias como "Pais e Filhos" e "Monte Castelo" fizeram parte deste álbum.

Lançado em Novembro de 1991, V é o disco mais melancólico. Renato estava em um momento complicado de sua vida, com a descoberta de que era soropositivo um ano e meio antes, problemas no relacionamento com o namorado americano, Robert Scott Hickman, e alcoolismo. O álbum é recheado de canções atípicas para os "padrões" da banda. A atmosfera de "Metal Contra as Nuvens", com seus mais de onze minutos de duração, é um dos destaques, assim como a densa "A Montanha Mágica". A crítica social de "O Teatro dos Vampiros" e a melancólica "Vento no Litoral" foram as mais tocadas neste CD.

O álbum O Descobrimento do Brasil de 1993, época em que Renato Russo tinha iniciado o tratamento para livrar-se da dependência química e mostrava-se otimista quanto ao seu sucesso. Ainda assim, as letras oscilam entre tristeza e alegria, encontros e despedidas. É como se, para seguir em frente, fosse necessário deixar muitas coisas para trás, e não se pudesse fazer isso sem uma boa dose de nostalgia. Desta forma, Descobrimento é um álbum com fortes notas de esperança, mas permeado por tristeza e saudosismo. Ainda assim, é considerado por muitos o álbum mais "alegre" e delicado da Legião Urbana. Apesar de boas vendas, o CD não foi muito tocado nas rádios. As faixas de sucesso foram "Giz", "Vinte e Nove" e "Perfeição", música essa que foi na época uma pesada crítica ao Brasil.













sábado, 6 de setembro de 2014

O Ultraje a rigor: Fotos raras e muita história...

1980 - O Ultraje a rigor foi formado no final de 1980, inicialmente como uma banda de covers, principalmente Beatles, rock dos anos 60, punk e new wave. Depois de algumas formações provisórias, Roger, Leôspa, Sílvio e Edgard começaram a se apresentar em festas e barzinhos.

1982 - ainda sem um nome fixo, decidiram por Ultraje a rigor, já que nunca eram muito fiéis às versões originais dos covers que faziam, frequentemente avacalhados ou distorcidos.

Por que Ultraje a rigor? - O nome Ultraje a rigor foi escolhido meio por acaso. Roger e Leôspa estavam tentando achar um nome durante uma festa em que se apresentavam. Roger sugeriu Ultraje, mas achava punk demais (para a época, pelo menos). Roger então perguntou a Edgard, que chegou no meio da conversa, o que ele achava de Ultraje. Edgard, sem entender direito a pergunta, disse: "que traje? O traje a rigor?" Roger e Leôspa adoraram e adotaram então este nome.

 Logo depois, Sílvio sairia, entrando Maurício em seu lugar.

1983 - Inútil - Com esta formação, em abril de '83 participaram do projeto Bôca no Trombone, do Teatro Lira Paulistana, e foi o 1o. show só com composições próprias. Foram contratados após uma das apresentações pelo produtor Pena Schmidt, na época contratando grupos para a WEA. Gravaram seu primeiro compacto, "Inútil/Mim quer tocar", que, por problemas com a Censura, só saiu em outubro daquele ano.
Após a gravação do compacto, Edgard, já na época com o IRA (ainda sem ponto de exclamação), não pôde mais dividir-se entre os dois grupos. Para o seu lugar foi chamado Carlinhos.

1984 - Com esta formação, gravaram seu segundo compacto, "Eu me amo/ Rebelde sem causa". "Eu me amo" foi bem nas rádios, impulsionado um pouco pela polêmica coincidência de refrões com a música Egotrip, da Blitz.

1985 - Nós vamos invadir sua praia - Seu primeiro LP, "Nós vamos invadir sua praia", lançado a seguir e puxado por "Ciúme", foi um enorme sucesso. Foi o primeiro LP de rock nacional a conseguir discos de ouro e platina. Das 11 músicas, 9 tocavam nas rádios sem parar!
O sucesso foi tanto, que em uma entrevista a uma revista de música da época, o repórter disse a Banda que o 1o. LP do Ultraje à Rigor, já poderia ser chamado de "O Melhor do Ultraje À Rigor", e perguntou a Banda, como eles iriam "segurar a onda" de, depois de um tempo, entrar no estúdio e fazer um "2o. Melhor do Ultraje". Sabem o que o Roger respondeu, com seu bom humor de sempre??? "Nós não vamos segurar nada não! Fizemos 1, e 1 tá bom"!! Claaaaaro, que ele ainda não sabia toda a estrada que ainda tinha pela frente, né !!??

1986 - No começo de do ano, gravaram um EP chamado "Liberdade para Marylou", com uma versão remixada de "Nós vamos invadir sua praia", o "Hino dos cafajestes" e a música "Marylou" gravada em ritmo de carnaval e com as frases censuradas substituídas por frases de trombone.

 1987 - Gravaram seu segundo LP, "Sexo!!". Durante a gravação deste disco, Carlinhos, que já pensava em mudar-se para Los Angeles, saiu para dar lugar a Sérgio Serra na guitarra. O disco foi tão bem sucedido quanto o primeiro, e uma das músicas, "Pelado", fez parte da abertura de uma novela em uma grande emissora!
O disco foi lançado com um show-surpresa histórico na Avenida Paulista, na hora do almoço, no meio de semana, provocando um congestionamento de vários quilômetros. Nova tournée por todo o Brasil... e... NADA DE FÉRIAS !!!

1988 - Participaram da Edição São Paulo do 1o. Hollywood Rock, dia 15 de Janeiro, no mesmo dia das Bandas Internacionais Simply Red e DURAN DURAN !!! Com esse trio, nem a chuva que caiu sem parar naquele dia, conseguiu fazer o Estádio do Morumbi todo parar de dançar!

1989 - Stress - Amadurecidos e um pouco estressados pelas longas tournées, gravaram "Crescendo", seu terceiro LP. O disco vendeu bem, mas a mídia já não estava tão interessada no Ultraje, após 4 anos de sucesso ininterrupto. Mesmo assim, o Ultraje ainda provocava polêmica, ao provocar o anunciado fim da Censura oficial com a música "Filha da Puta".
Divulgação com shows no Olímpia (SP). O irmão do Roger, o Régis, sempre acompanha a Banda, participando até do Show. Como os 2 são muito parecidos, ele fez uma camiseta, onde está escrito : "Eu NÃO SOU O Roger" (conforme a foto...)

                                                             

1990 - O Ultraje volta às origens e lança "Por Quê Ultraje a rigor?", um disco de covers que faziam parte de seu repertório original. Maurício, casado com uma americana, muda-se para Miami, e Andria Busic entra em seu lugar provisoriamente, sendo substituído por Oswaldo. Veja o destaque na foto de um show na piscina do Estádio do Pacaembu:

                                   

Quase um ano de tournée depois, e Roger percebe que o Ultraje já não era a mesma coisa. Leôspa, casado, já não tinha mais a mesma disposição para viajar e ensaiar, Sérgio Serra queria sair para formar sua própria banda e Oswaldo preferia trabalhar em seu estúdio profissional. Após uma conversa com Leôspa, decide procurar novos integrantes que quisessem continuar o Ultraje a rigor.

1991 - A nova formação - Procurando em bares e shows de bandas iniciantes, encontra o baterista Flávio Suete, que indica Serginho Petroni, baixista com o Zappa cover. Juntos, começam a fazer audições para novos guitarristas. Após meses de ensaio, acabam encontrando Heraldo Paarmann, por meio de um anúncio em uma rádio Paulista.

1992 - Contra a vontade do grupo, a gravadora lança uma coletânea, "O mundo encantado do Ultraje a rigor", sendo a palavra "encantado" uma ironia de Roger com relação ao encanto dos primeiros anos e as dificuldades com a gravadora, em relação a novos projetos. Apesar de ser uma coletânea, o disco tem duas faixas inéditas gravadas com esta formação, além de algumas gravações diferentes de sucessos anteriormente lançados. Ainda em '92, revoltados com o descaso da gravadora com o grupo, gravam de maneira independente "Ah, se eu fôsse homem", uma divagação sobre as dificuldades encontradas pelos homens frente à nova posição da mulher pós-movimentos feministas. A fita com esta música, distribuída às rádios pelo próprio grupo, acaba provocando a reação esperada.

1993 - Num clima já tenso com a gravadora, lançam "ó!", seu sexto LP, o quarto com músicas inéditas, gravado às pressas por imposição da gravadora. Teve um clip de sucesso na "MTV", "(Acontece toda vez que eu fico) Apaixonado" e sucesso discreto na mídia e nas lojas, embora tenha agradado seus fãs mais fiéis e conseguido alguns novos fãs.
Dia 13 de Agosto (por acaso, 6a. feira 13 rsrsrs..), teve uma divulgação "maluca", em um show feito no Vale do Anhangabaú (SP), bem no final da tarde, juntamente com outras bandas pequenas, causando um novo congestionamento na região.

1995 - Nova coletânea, dessa vez, sem nem o conhecimento do grupo, foi lançada, na série "Geração POP".

1996 - também de surpresa para a banda, lançaram uma série chamada "O melhor do Ultraje a rigor/2 é demais!", reunindo os dois primeiros LPs do Ultraje.

Sem nunca se incomodar em avisar a banda, mas já não "de surpresa", a Warner lança mais duas coletâneas, em '97 "Pop Brazil", na verdade uma reedição do Geração Pop com menos músicas e em '98 "Ultraje a rigor Vol. 2 / 2 é demais!" com o terceiro e quarto discos da banda reunidos em um CD.

1999 - A volta dos que não foram

                                                                                         
(Foto de Show no Centro Cultural Vergueiro (SP), ainda com Serginho).
Serginho deixa a banda para seguir carreira como Engenheiro Químico. Mingau assume o baixo. Logo depois, o Ultraje a rigor assina contrato com a Deckdisc/Abril Music para lançar "18 anos sem tirar", um disco ao vivo, com algumas canções inéditas gravadas em estúdio. O CD recebe o disco de ouro por vendagens acima de 100.000 cópias, estourando a faixa "Nada a declarar", que critica o tédio e a falta de assunto geral do cenário musical e da juventude em especial.
Show no Tom Brasil(SP) - Julho de 99
                                                                                         
2000 - Mais shows no centro cultural
                                                           

                                                                          
2001 - Show fechado em uma festa no Clube do Banespa (SP), dia 09 de setembro:
                                                                                         
2002 - Em Maio, o Ultraje precisa de um ajuste na formação. Logo antes de começarem as gravações de Os Invisíveis, Flávio e Heraldo estavam distanciando-se das intenções musicais de Roger e Mingau. A melhor solução era a separação. Para gravar o disco e continuar com o grupo foram chamados Sérgio Serra, que adorou voltar ao Ultraje, e o baterista Bacalhau, que também aceitou imediatamente o convite .

O disco saiu em Agosto de 2002, puxado pela faixa Domingo eu vou a praia, que no dia de seu lançamento foi uma das mais executadas no país.
2005 - O Ultraje a Rigor grava um acústico, onde resultam o lançamento do CD e DVD, em Setembro.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

10 curiosidades sobre Raul Seixas...


1. Seu apelido de infância era Raulzito. Certa vez, a mãe dele, Maria Eugênia Santos Seixas, chegou em casa e o encontrou dentro da geladeira com o nariz sangrando. Era uma aposta entre ele e seu irmão Plínio para ver quem conseguia ficar mais tempo dentro do refrigerador.

2. Raul adorava ler e abusava da vasta biblioteca de seu pai. Sua obra favorita era "O livro dos porquês". Também escrevia histórias e todas tinham o mesmo personagem: um cientista maluco chamado Melô.
3. Raulzito não gostava de estudar. Repetiu cinco vezes a 2ª série do ginásio.
3. Na década de 1950, em Salvador, ele morava ao lado do consulado norte-americano. Sofreu muita influência do rock ’n roll porque ouvia discos emprestados dos vizinhos, funcionários do consulado.

4. Aos 14 anos, Raul fundou o Elvis Rock Club, em Salvador. Três anos depois, começou a cantar no grupo que ele mesmo criou, "Relâmpagos do Rock". Em 1964, com nova formação, a banda passou a se chamar "The Panthers". Depois, virou "Os Panteras".
5. Gravou seu primeiro disco em 1967, pela Odeon, mas não fez sucesso.

6. Em maio de 1982, foi apresentar-se em Caieiras, interior de São Paulo. Estava tão alcoolizado que acabou sendo preso acusado de ser um impostor. Ninguém acreditava que aquele fosse Raul Seixas.
7. Casou-se cinco vezes e teve três filhos. Sua primeira esposa foi a americana Edith Wisner. A pedidos do pai da garota - que era pastor protestante - Raul abandonou a carreira musical antes do casamento. Passou a dar aulas de inglês e violão para ganhar dinheiro. O casal se separou em 1974, e ela voltou para os Estados Unidos com a filha dos dois, Simone.

8. Raul e o escritor Paulo Coelho se conheceram em 1972, quando o músico era produtor da gravadora CBS. Paulo havia fundado no Rio de Janeiro a revista "2001", sobre alimentação, discos voadores etc. Raul se interessou e procurou o editor. Eles criaram a Sociedade Alternativa, que estudava assuntos esotéricos. Chegaram a anunciar a criação da Cidade das Estrelas, em Minas Gerais, comunidade onde a lei seria "cada um faz o que quer".

9. À época do Regime Militar, O DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul por causa da Sociedade Alternativa, acusado de estar criando um movimento armado contra o governo. Ele e Paulo Coelho foram exilados para os EUA, mas, para não levantar suspeitas sobre o desaparecimento do cantor, o governo achou melhor trazê-los de volta, por causa do sucesso do disco “Gita”. O álbum teve 600 mil cópias vendidas, rendendo a Raul um disco de ouro.
10. A música "O crivo", uma de suas primeiras composições, teve problemas com a censura. Crivo era uma gíria para cigarro, mas acreditavam que significasse maconha.

domingo, 3 de agosto de 2014

+ Do "Síndico" Tim Maia!

tim maiaConhecido como o síndico da música brasileira, Sebastião Rodrigues Maia – o Tim Maia – , gostava de  colocar ordem onde chegava. Porém, paradoxalmente, ele muitas vezes não era diligente, como as vezes em que faltava aos shows.
tim maiaComeçou sua carreira musical no grupo Sputniks, ao lado de Roberto e Erasmo Carlos. Depois passou um tempo nos Estados Unidos, onde seu estilo musical foi influenciado pela soul music. Seu primeiro disco solo foi gravado em 1970, com os sucessos: Azul da cor do mar e Primavera. Posteriormente varios sucessos foram lançados, como A festa do Santos Reis, Não quero dinheiro, Você, Réu confesso, Gostava tanto de você.
Tim declarou uma vez que seu estilo era metade esquenta-sovado e metade mela-cueca.
No seu áuge Tim Maia começou a ser consumido por alguns vícios, como a bebida e as drogas. Com o tempo, pelo fato dele faltar muito aos seus compromissos, muitas emissoras e empresários do ramo do show business começaram a boicotá-lo, não chamando-o para evento algum.
Ninguém duvida que Tim foi e sempre será um dos mais talentosos artistas da música brasileira. No dia 8 de março de 1998, ao cantar a primeira música em um show no Teatro Municipal de Niterói, no Rio de Janeiro, sofreu um edema pulmonar seguido de parada cardiorrespiratória. Ficou internado no CTI do Hospital Antônio Pedro durante sete dias e faleceu no dia 15, de infecção generalizada, aos 55 anos. Em sua eterna ironia, ele se definiu com uma frase que entraria para a História: “Não fumo, não bebo e não cheiro. Meu único defeito é que minto um pouco”.

tim maia


Discografia completa:
Estúdio
Ano     Título     Formato
1970     Tim Maia     LP e CD
1971     Tim Maia     LP e CD
1972     Tim Maia     LP e CD
1973     Tim Maia     LP e CD
1975     Tim Maia Racional     LP e CD
1976     Tim Maia     LP e CD
1976     Tim Maia Racional Vol. 2     LP e CD
1977     Tim Maia     LP
1978     Tim Maia Disco Club     LP
1978     Tim Maia     LP e CD
1979     Reencontro     LP
1980     Tim Maia     LP e CD
1982     Nuvens     LP e CD
1983     O Descobridor dos Sete Mares     LP e CD
1984     Sufocante     LP e CD
1985     Tim Maia     LP e CD
1986     Tim Maia     LP e CD
1987     Somos América     LP e CD
1988     Carinhos     LP e CD
1990     Dance Bem     CD
1990     Tim Maia interpreta Clássicos da Bossa Nova     LP e CD
1991     Sossego     LP e CD
1993     Não quero dinheiro     LP e CD
1993     Romantico     CD
1994     Voltou Clarear     CD
1995     Nova Era Glacial     CD
1997     Pro Meu Grande Amor     CD
1997     Sorriso de Criança     CD
1997     What a Wonderful World     CD
1997     Amigos do rei – Tim Maia e os Cariocas     CD
1997     Só Você – Para Ouvir e Dançar     CD
Ao Vivo
Ano      Título    Formato
1992    Tim Maia   ao Vivo CD
1998    Tim Maia   ao Vivo II CD

sábado, 2 de agosto de 2014

5 Curiosidade sobre Charles Chaplin...

Reprodução / IMDB
É impossível falar sobre a história do cinema americano sem mencionar de Sir Charles Spencer Chaplin. Nascido em Londres, no ano de 1889, Charles era não apenas ator e humorista, mas diretor, escritor, dançarino, músico, entre outras ocupações – e não é difícil afirmar que ele talentoso em todas elas (inclusive como jogador de xadrez).
“O Vagabundo”, como também era conhecido devido a um de seus personagens, foi um dos mais proeminentes artistas de sua época, tendo participado de verdadeiros clássicos da sétima arte. Seus filmes, tanto os que roteirizava quanto os em que atuava, costumavam unir o humor à reflexão crítica, envolvendo a plateia nas películas, mesmo sem utilizar cores ou falas, muitas vezes bastando sua expressão facial ou seus gestos.
Charles Chaplin foi o primeiro ator a aparecer na capa da revista Time, em 1925, e teve várias indicações ao Oscar, embora não demonstrasse muito apreço pela Academia. Cinco anos antes de sua morte em 1977, ele recebeu um Oscar Honorário por sua notabilidade e pela inegável qualidade de todos os seus filmes. Carlitos morreu, emblematicamente, em um dia 25 de dezembro, há 37 anos. Para homenagear esse grande homem, trouxemos cinco curiosidades sobre o ator e diretor que revolucionou o cinema.

1. O corpo de Charles Chaplin foi roubado de seu túmulo.
Em março de 1978, o cadáver foi surrupiado do túmulo na Suíça, na vila de Corsier-sur-Vevey, por dois homens. Os ladrões exigiram $600.000 para devolver os restos mortais, mas a última esposa de Chaplin, Oona, se recusou a pagar e afirmou que o marido acharia aquilo “ridículo”. Cinco semanas depois, a investigação levou a polícia local aos responsáveis e ao corpo, que estava enterrado em uma plantação de milho, a menos de dois quilômetros de onde morava a família de Charles, em Corsier. Aparentemente, os ladrões foram inspirados por um crime similar que viram em um jornal italiano.
“Não posso crer que nossa existência não tenha sentido, que seja mero acidente, como nos querem convencer alguns cientistas. A vida e a morte são determinadas demais, por demais implacáveis, para que sejam puramente acidentais.” – Charles Chaplin
2. Charles também era músico.
Não só era músico, como foi o compositor da trilha sonora de seus sete últimos filmes, além de ser regente de orquestra. Em 1973, o londrino ganhou inclusive o Oscar de Melhor Trilha Sonora por “Luzes da Ribalta” – embora o filme tenha sido lançado 21 anos antes. Sua composição mais conhecida e regravada é, certamente, “Smile”, composta em 1936 originalmente para o filme “Tempos Modernos”. Inclusive o rei pop Michael Jackson gravou a canção. É importante ressaltar que Carlitos apenas compôs a melodia, tendo cabido a John Turner e Geoffrey Parsons acrescentar uma letra.

“Minha fé é no desconhecido, em tudo que não podemos compreender por meio da razão; creio que o que está acima do nosso entendimento é apenas um fato em outras dimensões e que no reúno do desconhecido há uma infinita reserva de poder.” – Charles Chaplin
3. Ele teve quatro esposas e onze filhos.
O que na vida pessoal de Charles Chaplin chama bastante atenção é a quantidade de casamentos e de filhos. Antes de Oona O’Neill, última esposa de Charles, contraiu matrimônio com Mildred Harris, Lita Grey e Paulette Goddard. Cabe dizer que suas duas primeiras esposas tinham apenas 16 anos quando se casaram com o diretor, enquanto Oona tinha 17 na época – e ele, 54. Carlitos teve um filho de Mildred (que sobreviveu por três dias apenas), um de Lita e oito de Oona, mulher com quem conviveu por trinta e quatro anos.

Reprodução / IMDB

“Não creio que a arte de representar possa ser ensinada. Já vi pessoas inteligentes fracassarem e pessoas estúpidas se saírem muito bem. O que a representação requer não é senão sentimento.” – Charles Chaplin
4. O filme o Grande Ditador
Um dos principais – e mais brilhantes – filmes dirigidos por Charles Chaplin é “O Grande Ditador”, de 1940, que critica veementemente a ideologia nazista que nascia na Alemanha e seu grande mentor Adolf Hitler. A ideia para filme surgiu para Charles quando um amigo notou a semelhança física que havia entre “O Vagabundo” e o ditador austríaco. Curiosamente, ambos tinham a mesma altura e o mesmo peso, além de terem nascido com somente uma semana de diferença. No filme, Carlitos interpreta Adenoid Hynkel, uma explícita caricatura de Hitler. Muita gente especula se o ator não seria judeu, mas não há nenhuma evidência nesse sentido – tendo o próprio Charles desmentido essa hipótese. Uma curiosidade é que as filmagens para o filme duraram 539 dias.

 “Todas as minhas aspirações secretas, contidas, são satisfeitas quando escrevo e realizo um filme como ‘O Grande Ditador’. Entre o ditador e eu, não consigo distinguir qual é o verdadeiro Chaplin.” – Charles Chaplin
5. Ele evitou diálogos em dois filmes
Em dois filmes que escreveu, produziu e atuou, na década de 30, Charles Chaplin preferiu não inserir diálogo algum, ainda que, na época, já existissem os filmes falados. Nos dois filmes de Carlitos, no entanto, havia apenas temas musicais dando o tom da história e algumas poucas palavras vindas de objetos como o rádio.
“O som aniquila a grande beleza do silencio.” – Charles Chaplin

+ De Marisa Monte!

Seu CD “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor” (2000), foi lançado já pelo próprio selo – Phonomotor – e vendeu mais de um milhão de cópias, ganhou um Grammy Latino como melhor álbum pop e melhor videoclipe no MTV Awards brasileiro com “Amor I Love You”, um dos maiores sucessos do ano. Sua turnê teve mais de 150 shows no Brasil e no mundo e foi registrada em DVD (2001).
Sua paixão pelo samba resultou em mais dois lançamentos do selo Phonomotor em 2002: os discos solos de estreia de Argemiro Patrocínio e Seu Jair do Cavaquinho, lendários sambistas da velha Guarda da Portela que, apesar de estarem na faixa dos 80 anos, nunca haviam lançado trabalhos individuais. Marisa produziu o álbum de Argemiro.
Em abril de 2002 gravou com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes as músicas que os três vinham compondo havia mais de um ano, com o nome de “Tribalistas”, num disco caseiro e artesanal, co-produzido por Alê Siqueira. Sem dar uma entrevista e sem fazer shows nem apresentações em TV, logo o disco venderia mais de um milhão de cópias no Brasil e seria o primeiro grande sucesso popular de Marisa na França e na Itália, emplacando mega-hits como “Já Sei Namorar” e “Velha Infância”.
Depois do nascimento de seu primeiro filho, em 2002, Marisa dedicou-se a dois projetos paralelos e muito diferentes: uma profunda pesquisa do samba carioca e a criação de músicas com Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Nando reis, Adriana Calcanhotto, Marcelo Yuka e Seu Jorge, que resultaram no lançamento simultâneo, em 2006, de “Universo ao Meu Redor” e “Infinito Particular”. Um com sambas de compositores históricos e contemporâneos e outro com suas novas músicas e parcerias, os dois com grande sucesso popular e de crítica, resultando em uma consagrada volta aos palcos depois de seis anos e nova turnê internacional.
Em 19 anos de carreira, Marisa vendeu mais de 9 milhões de discos no Brasil e no exterior e vem ampliando sempre suas plateias e acumulando prêmios e críticas que a reconhecem como uma das grandes cantoras da música brasileira moderna, fazendo a ponte entre a tradição e o pop contemporâneo, integrando gêneros e gerações musicais e surpreendendo sempre o público com sua originalidade e a qualidade de seu canto, com o seu talento de compositora e a solidez de suas escolhas musicais.
O segredo do seu sucesso é público e notório: tanto em discos como em shows, Marisa nunca fez concessões, sempre cantou o que quis, como quis, com quem quis e quando quis. Cercou-se sempre de grandes músicos e renovou constantemente seu repertório. Avessa ao mundo das celebridades, mesmo sendo uma das artistas mais populares do Brasil e poderosa produtora independente, Marisa leva uma vida discreta no Rio de janeiro ou viajando pelo Brasil e pelo mundo, a cada novo disco, quando fala sobre seu trabalho, comenta sua carreira e discute suas ideias.