A Rádio Vanguarda de Feira

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

10 curiosidades sobre o Rock’n' Roll...

O Dia Mundial do Rock é comemorado no Brasil desde 1990. A data, na verdade, surgiu em 1984, quando o artista Bob Geldolf viu a situação deplorável na Etiópia e decidiu juntar grandes músicos para um evento, o Live Aid, para arrecadar fundos e ajudar aquele país. Hoje em dia a data é praticamente ignorada por outros países.
Então, para comemorar o dia do bom e velho Rock’n Roll separamos algumas curiosidades sobre o gênero que talvez você não saiba.
1 – “Foo Fighters” era o termo utilizado por aviadores norte-americanos para descrever “OVNIs”. Dave Grohl declarou que, se soubesse que a banda faria tanto sucesso, teria escolhido um nome "menos estúpido".

2- O primeiro rock brasileiro veio de ninguém mais ninguém menos que Cauby Peixoto. Sim! Com a música “Rock n’ Roll em Copacabana”, de 1957.

Curiosidades do rock

3 – O nome da música de maior sucesso do Nirvana, “Smells Like Teen Spirit”, veio de uma marca de desodorante, "Teen Spirit", mas, obviamente, tem duplo sentido na letra.

4 – Na música “The Great Pretender”, do Queen, uma das mulheres que estão cantando com Freddie Mercury, na verdade, é o baterista da banda fantasiado de mulher.

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5 – Uma das teorias do nome da banda AC/DC diz que ele foi sugerido pela irmã de Angus e Malcolm, que leu “Alternating Current/Direct Current” (Bivolt) em um aspirador de pó, o grupo gostou e adotou o nome.

6 – O baterista do Led Zeppelin, John 'Bonzo' Bonham, tomou o equivalente a 40 doses de vodca e morreu asfixiado pelo próprio vômito.

7 – Bon Scott, primeiro vocalista de AC/DC, também morreu asfixiado pelo próprio vômito dentro do carro quando foi descansar depois da bebedeira.

8 – Ozzy Osbourne mordeu um morcego de verdade durante um show em Iowa, quando um fã jogou o animal no palco. Pensando ser de brinquedo, Ozzy mordeu a cabeça do coitado. Em seguida, ele foi levado ao hospital para tomar uma vacina antirrábica.

9 – Cliff Burton, ex-baixista do Metallica, morreu em um acidente de ônibus quando viajava com a banda. A teoria é que Cliff ganhou aquela cama do ônibus em uma aposta com os demais integrantes. Ele geralmente não dormia ali.

10 – O Guitarrista da banda Black Sabbath, Tony Iommi, perdeu parte de dois dedos trabalhando em uma fábrica ee precisou colocar próteses. Para melhorar o manuseio da guitarra, afinou-a dois tons mais grave. Mesmo depois disso, ele compôs uma das músicas de maior sucesso da banda “Iron Man”.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Curiosidade!!! Sambando na cara da sociedade



Gravada em "Samba Esquema Novo" (1963), álbum de estreia do cantor e compositor Jorge Ben -como era conhecido na época-, "Mas Que Nada" foi executada pela primeira vez no Beco das Garrafas, em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). Graças a versão feita por Sérgio Mendes três anos mais tarde, a música ficou quase tão famosa quanto "Garota de Ipanema" e ganhou interpretações de artistas como Ella Fitzgerald, José Feliciano, Al Jarreau e Trini Lopez. Em 2006, a banda Black Eyed Peas convidou o pianista brasileiro radicado nos Estados Unidos para regravar o primeiro grande sucesso de Jorge Ben Jor. Resultado? O hit chegou a 13ª posição na parada Hot Dance Music/Club Play da revista Billboard.

BH-Abbey Road

O Skank foi o primeiro grupo brasileiro a gravar e mixar um disco no lendário Abbey Road, em Londres. ?Siderado? (1998), quarto álbum da banda, foi produzido por Paul Ralphes e John Shaw no estúdio usado pelos Beatles e vendeu 750 mil cópias. Anos antes, os mineiros haviam alcançado o primeiro lugar nas paradas de uma rádio europeia com o hit ?Garota Nacional?.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

CONTRACULTURA, POLÍTICA E HIPPISMO NOS 70

Fazenda de Gute Fernandez — com Rosa Villas-Boas, Angela Nou e Dalmiro Coronel. Foto acervo Dalmiro Coronel

Anos 70 Bahia – Episódio 22

Os anos 70 marcaram a explosão do movimento hippie na Bahia. Salvador, Arempebe, Trancoso e Berlinque (território de My Friend) consagraram-se como "terra prometida” da peregrinação mochileira e da vida alternativa. Comunidades brotaram em toda parte e os outsiders, os marginais ao sistema viviam o coletivo, as casas com as portas escancaradas para quem chegasse. Na Boca do Rio, Pituaçu e aldeia hippie muita gente veio para morar, as tribos da contracultura misturadas a nativos e pescadores.
A fazenda de Gute Fernandez, em Feira de Santana, era um desses pontos de encontro: casarão antigo, quartos amplos, piano na sala. O artista plástico Cândido Soler apareceu lá para passar um fim de semana e ficou quase três meses. Era assim na fazenda Cipó e também na fazenda Guará, de Jonga Falcão, em Barreiras: uma comunidade de três casas com cozinha geral, por onde passou muita gente. Um paraíso nessa bela parte do oeste baiano antes da soja, com rios cristalinos e sem os venenos dos agrotóxicos.
Equilíbrio é arte em vida, e arte nos ensina. Aqui Rosa-Villas boas dá um show na borda de um veleiro, perto de Morro de São Paulo. Foto Dalmiro Coronel

O cineasta Domingos de Oliveira relata, em sua autobiografia, que a importância do movimento hippie não foi levada em conta pela esquerda: “Penso que foi o movimento mais importante que houve no mundo, depois da revolução comunista em 1917. Porém, a consciência revolucionária, esta foi destruída pela sociedade de consumo com um vendaval maligno, um sopro infernal. (...) Concordo com quem acha que o maior erro da esquerda foi não ter percebido de imediato que os hippies não eram seu oposto, mas sim, sua continuação! Isso foi um erro político lastimável, trágico!”
Era um tempo de descobertas, enfrentamentos e opções antagônicas entre o engajamento e o desbunde, entre o deixa rolar e o deixa sangrar. No Brasil, a cortina desceu abruptamente em meados dos anos 60 e acirrou-se no final da década, marcando os 70 com a contradição entre o hippismo marginal ao sistema num extremo, e a luta armada contra o regime militar no outro. Neste episódio, o livro Anos 70 faz uma visita-relâmpago à contracultura (tema abordado nos episódios 3, 4, 17 e 18 aqui postados), mais adiante o faremos ao engajamento político.

A doçura cenográfica dos Bárbaros, by Walter Firmo
O fato é que, no âmago da contradição, havia afinidades e convergências. Para a professora Heloísa Buarque de Holanda, “a gente tinha a certeza que ia fazer a revolução; era uma geração voluntarista, sem dúvida, e estava tudo indo muito bem. Quando 68 chegou, foi o último berro. (...) Tudo era proibido, mas já havia começado uma certa fragilização desse controle quando veio o segundo golpe, que abortou um projeto que estava num pique absurdo. Porque o tropicalismo e a passeata se confundiam. Era a mesma coreografia. (...) Foi uma hora em que a cultura fez política". (Tirado do livro “Enquanto corria a barca”, de Lucy Dias – pgs. 34 e 35).
Bakunin, Thoureau, Huxley e guerra fria a parte, o movimento hippie aplicou um choque cultural de alta voltagem no “establishment” das décadas de 60 e 70, sacudindo os pilares da velha ordem: aproximou-nos da natureza e dos ideais igualitaristas, fez um link do ocidente com o oriente, em especial no misticismo e na música, legou-nos a comida macrobiótica e a liberdade feminina, juntando as mulheres e os homens na mesma pegada; celebrou a simplicidade em oposição ao capitalismo consumista, falou de paz, amor, aventura, viagens, buscou novas percepções do nosso mundo e do universo, garimpou shangrilás em regiões paradisíacas do planeta.
Marquinhos Rebu e amigas na ilha de Itaparica

O poeta Galvão, dos Novos Baianos, resumiu: “Desenvolveram-se aptidões manuais e criou-se um mercado artesanal de trabalho. Aboliu-se de cara o livro de ponto, o horário, a materialização do patrão e por aí o jovem escolheu sua vida. Sinto dizer que alguns piraram, e outros, os pais (por ignorância) colocaram no sanatório”. É certo que houve céu e inferno, luz e trevas, como em qualquer revolução, mas o legado que deixou não foi aproveitado como devia. Será?
Cacá Dourado e Sérgio Souto (saudades!). Do baú de Oscar Dourado
FERNANDO NOY (comentando a foto acima) – Sérgio Souto, que maravilha revê-lo, aquele abraço. E nada menos Oscar (Cacá) Dourado, um dos grandes amigos-irmãos da Bahia, com aquele esplendor que segue sempre irradiando, pois o visitei há pouco e a Inês e suas filhas. Venerados. Que maravilha esta foto. Ovações!!!

FERNANDA FALCÃO TORRES – Oiiii!! Sou filha de Petúnia Maciel e Marcos Maciel Santos. Acompanhei muito desses momentos com o olhar de criança e pré-adolescente! Foram definitivamente anos do "muito": muita alegria, farra, música, amigos, drogas, descobertas, loucos... e por aí vai.... Vivi no sítio dos Novos Baianos, moramos na casa de Caetano e Dedé, festas maravilhosas na casa de Gil e Sandra Gadelha, moramos muito tempo na Boca do Rio, que, durante algum tempo, me parecia uma mini-aldeia hippie... kkkkkkkkk... Com Joildo Goes sendo Joildo, Keka Almeida lindíssima... Na casa de Veras tinha uma baleiro enorme, cheio de tudo o que uma criança mais gostava, eu nunca tinha visto igual... Fiquei louca!! E ele, vendo minha cara de "vontade daquilo tudo", me deu todos os doces do baleiro!! Foi um dos dias mais felizes da minha infância... Fiz curso de jazz com Lennie Dale e tive a sorte de no meu aniversário ter uma dança coreografada por Paulete dos Dzi Croquetes, era baseada na novela Dancing Days... Íamos a Itaparica para visitar João Ubaldo, ele e Petúnia enfiavam o pé na jaca. Fazenda em Ipiaú... Zebrinha! Xoxa foi meu fiel escudeiro durante a adolescência, uma companhia inestimável... meu Deus... tem muito mais... tantas lembranças! Não... Não foi fácil ser criança e filha de pessoas que viveram intensamente esses anos, mas sou privilegiada de ter esses pais. Sou filha desses anos felizes... Axé!!

Era Lacerda Encarnação, clicada por Candinho
FERNANDO NOY (comentando a foto acima) – Era!!! Fabulosa presença dos anos 70. Até hoje sempre tão amada, admirada, recordada... besos!!

ERA LACERDA ENCARNAÇÃO – Meu amado e generoso amigo, te amo!!! Beijos mil!
JOSE JESUS BARRETO – O amor, o sorriso e a flor / sexo, drogas e rock n'roll – mais revolucionário para a humanidade que revoluções armadas que tantas vidas ceifaram. Precisamos de novas revoluções no campo da cultura, das artes, do comportamento, do pensamento. O séc XXI, parece, ainda nem começou.

 No Senac, Fernando Noy com a atriz Walquiria Marques, de Porto Alegre, e o ator cearense Padino, quando da montagem de "Peso dos nervos", de Antonin Artaud, na performance inaugural do Expoema - mostra de poesia ilustrada por Gilson Rodrigues, Carlos Bastos e outros pintores baianos. Coordenação do poeta Paulo Barata (1973). Foto: arquivo pessoal Fernando Noy
EURICO DE JESUS – Passou como uma agradável e lúdica brisa utópica, refrescando nossos corpos e mentes: "Quem não dormiu no sleep bag / nem sequer sonhou"!
TACILLA SIQUEIRA – O facebook tornou-se enfim mais psicodélico, artístico e afetivo. Lindo o resgate dos anos 70! Eu me lembro de muitas dessas viagens loucas e dos encontros festivos no nosso apartamento no Canela, onde eu trafegava de camisolinha por entre cabeludos dançantes. Nas minhas memórias infantis a vida era uma grande e linda festa, onde se bailava, ria e filosofava... E bastava aqueles encontros onde todos eram simplesmente felizes... E igualmente felizes éramos nós as crianças criadas nos anos 70.
Elsior Lapo Coutinho – Adorei o depoimento da filha de Marcos Maciel, ícone de nossa época. Ela resume e fala de tudo que vivemos, muito bom.
Marcos José Souza – Que maravilha! Enquanto vocês viviam esse sonho, daqui, quando criança, acompanhava alguns flashes pelas ondas sonoras das saudosas rádios Excelsior e Clube. Tempos árduos. Tempos dos setenta. Um grande beijo ao Anos Setenta Bahia. Obrigado pela partilha.

 Fernando Noy: "Não eram nada confortáveis quando levavam as pessoas seminuas e felizes em ácido, cheias de alegria... mas aconteceu... fusca do diabo!!!"

ROMARIA À CASA DE VINICIUS EM ITAPUÃ

A casa de Vinicius e Gesse, em Itapuã, ainda está lá. Foto arquivo pessoal de Gessy Gesse.

Anos 70 Bahia – Episódio 26



Para desagrado e ciumeira no circuito boêmio-cultural do Rio e São Paulo, Vinicius de Moraes mudou-se para a Bahia no início dos anos 70, “importado” pela atriz Gessy Gesse. Aqui chegando, além dos encantos da sua musa baiana, o poeta deixou-se seduzir pelo carisma e diversidade da boa terra e desfrutou da beleza e magnetismo de Itapuã, onde construiu sua casa. Nos mais de cinco anos em que lá morou, desequilibrou de vez, em favor da Bahia, a balança da artistagem no país!
Ora, direis, o cenário baiano já transbordava de estrelas. De fato, o poetinha aqui encontrou – e logo se enturmou – com gente do naipe de Jorge Amado, Dorival Caymmi, Gláuber Rocha, Carlos Bastos, Carybé, Mário Cravo, Calasans Neto, João Ubaldo, além do time que frequentava a praia tropicalista: Caetano, Gil, Gal, Tom Zé, Bethânia, Novos Baianos e, ainda, baianos outros que aportaram no centro-sul, como João Gilberto, e voltavam sempre que podiam. E o que dizer do panteão formado por Mãe Menininha, Olga de Alaketu, Camafeu de Oxossi, Batatinha, Riachão e tantas mais afrobaianidades? Como poderia o poeta resistir?
E a romaria à casa de Vinicius não cessava: além dos inumeráveis amigos “nativos” – intelectuais, músicos, escritores, colunáveis da cidade –, aqui aportava gente como Toquinho, Baden Powell, Chico Buarque, Mercedes Soza, Sérgio Endrigo, Danuza Leão, Ellis Regina, Leila Diniz, Pablo Neruda, Astor Piazzola. E havia, para completar, levas de turistas, incansáveis e curiosos, que, por meios diversos, davam um jeito de encontrar a casa do poeta...
Vinicius venerava a Bahia mística, africana e matriarcal sintetizadas em Mãe Menininha, que nutria pelo poeta um carinho especial. Foto: arquivo pessoal de Gessy Gesse.
GESSY GESSE – A coisa chegou, assim, àquele ponto em que Vinicius se bandeava para a casa de Elsimar Coutinho, em frente, e lá ficava sentado na varanda, degustando o seu uisquinho, e se divertia assistindo o movimento no nosso portão, os ônibus de turismo que paravam, carros, gente de todo tipo e de todo lugar. Chamavam, gritavam, batiam no portão, cantavam as músicas do poeta. Dolores atendia e dizia “estão viajando, não estão em casa” e tal. A imponência e autoridade dela convencia os turistas e Vinicius chegava a crises de riso, nesses momentos. Foi assim desde que a casa foi inaugurada, nunca tivemos sossego. (“Minha vida com o poeta” – pg. 112).
LULA AFONSO – Segundo Gesse, Vinicius estava cansado de urbanidades e logo entrou em perfeita sintonia com os encantos naturais de Itapuã e as singularidades da cultura baiana. Trocou os trajes que usava em Ipanema e no Leblon por ‘um velho calção de banho’ e viveu aqui um dos períodos mais produtivos da sua trajetória artística. No relato dos sete anos de convivência, ela evoca, em escala minimalista, os tempos marcados pelas celebridades que frequentavam a casa. Tempos em que a mística da cultura baiana foi guindada ao foco da mídia nacional, imortalizando Itapuã como território livre e nicho cultural, com seu charme e beleza decantados em prosa, verso e musicalidade.

Vinicius, Gesse, Dorival e Stella Maris na casa de Itapuã. Foto: arquivo pessoal de Gessy Gesse
WALTER QUEIROZ – No Principado Livre de Itapuã, como ele chamava, moravam (ou frequentavam) verdadeiros monstros sagrados da cultura brasileira (...) Não é Vinicius quem funda a Bahia como um núcleo de cultura no Brasil, mas ele amarra com chave especial, ele traz uma grife para aquele lugar e momento, porque, simpático como ele era, um homem aberto e universal, e vindo de fora, é como se ungisse e consagrasse, demarcasse a Bahia como terreno cultural de importância para o Brasil e para o mundo”. (Entrevista no livro “Minha vida com o poeta”, pg. 225).
LULA AFONSO - Esse deslocamento de eixo consolida a Bahia como “o lugar” no país, nos anos 70. Com sua cultura de raiz pulsante, original e forte o suficiente para polarizar com a cultura “branca” e intelectual do Rio e São Paulo, bem mais poderosa economicamente.
ANOS 70 BAHIA – O relato de Gessy Gesse sobre a real motivação e a feitura do hino “Tarde em Itapuã” traduz, com crueza e alguma ironia, uma faceta curiosa da inserção do poeta na paisagem baiana. Muita gente pode não apreciar, mas foi assim que aconteceu:
No polêmico (para a mídia nacional) "casamento cigano", Vinicius e Gesse celebram a união com a mistura dos sangues. Foto: arquivo pessoal de Gessy Gesse
GESSY GESSE – O poeta compôs a letra sentado na grama, no loteamento dos amigos Édio e Sônia Gantois (hoje Jardim Patamares), presenteando-a ao casal, como tema para o empreendimento, que então se iniciava. Mas não foi utilizada para esse fim, e Vinicius resolveu guardá-la para Caymmi, com quem era difícil, na época, contato no Rio. O tempo foi passando. (...) Toquinho estava fascinado pela letra e acabou me convencendo a lhe dar. Peguei escondido do poeta, pois a minha intuição dizia que eu estava fazendo a coisa certa. E não deu outra: Toquinho musicou e, uns dias depois, começou a tocar a melodia para Vinicius. Ele ficou ouvindo, ficou ouvindo, a música foi tocada umas dez vezes. O poeta falou, então: “Bonito!” E aí Toquinho atacou com “...um velho calção de banho...” Foi assim que a música foi feita. Podem comparar com a letra que ele mandou de Buenos Aires. (Trechos do livro “Minha vida com o poeta”, pgs. 143 e 216).
Zui Muniz Ferreira – Tive a oportunidade de conhecer Vinicius até hoje sou amiga de Gessy Gesse. Que figura era Vinicius!!!

Gesse e Nilda Spencer na casa de Itapuã. Foto: arquivo pessoal de Gessy Gesse
Antonio Jorge Moura – Ainda foca (jornalista iniciante) do Jornal da Bahia, tive distinção de ser escolhido numa manhã de sábado pelo meu chefe de reportagem, Frederico Simões, hoje nome de rua paralela à Tancredo Neves, em Salvador, para fazer matéria sobre a inauguração da casa de Vinicius de Morais, em Itapuã. Cheguei por volta das 9hs e Gessy Gesse me recebeu. Morenaça! Me levou até a sala, pediu para sentar-me e entrou na área íntima da casa. Minutos depois aprece o Poetinha chacoalhando um copo de uisque, me oferece (recuso por timidez) e senta-se para a entrevista. Mostra o folheto com o poema “A Casa”, uma declaração de amor a Gessy e fala sobre a obra de amor que realizou para sua amada. O texto que fiz está nos anais do Jornal da Bahia.

Estrêla Lyra – Muito bom fazer parte de tanta história.... trabalho no Mar Brasil Hotel e a casa que foi do nosso poeta faz parte do nosso hotel e é onde funciona o nosso restaurante Casa di Vina. O lugar está belíssimo!!!

O convite para a inauguração da casa de Vinicius e Gesse, em 1976, foi desenhado por Carlos Bastos

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Curiosidades Curiosas...50 PECULIARIDADES DE 50 PAÍSES...


Você sabia que a República Tcheca é o país que mais consome cerveja no mundo? E que a Irlanda é o maior consumidor de chá? E Luxemburgo o maior consumidor de vinho? Veja nas próximas linhas algumas curiosas peculiaridades sobre 50 países.
A China possui o mais rigoroso controle de natalidade do mundo. Cada casal pode ter apenas um filho. Como os casais dão preferência para filhos homens, o número de bebês do sexo masculino é maior do que os do feminino. Para cada 100 meninas, nascem 119 meninos no território chinês.
Em Madras e Mumbai, na Índia, são feitos mais filmes do que em Hollywood. A produtiva indústria cinematográfica indiana é conhecida no mundo todo como “Bollywood” (junção de Bombaim com Hollywood).
A África do Sul possui três capitais: Pretória (administrativa), Bloemfontein (judiciária) e Cidade do Cabo (legislativa).
O maior estádio do Mundo, chamado de Rungrado May Day, com capacidade para até 150.000 pessoas, fica na Coréia do Norte.
Apesar de possuir menos gente do que a cidade de São Paulo, a Suíça é um país densamente povoado, com 186 hab./Km2. A explicação é simples: além de ser pequena, a Suíça é montanhosa. Os alpes tomam cerca de 60% do país.
A Rússia é o maior país do mundo, ocupando 1/9 da área terrestre. Sua área é de 17.075.400, mais do dobro da brasileira. Ela domina metade da Europa e 1/3 do continente asiático.
O deserto mais árido do mundo fica no Chile. Alguns estudiosos afirmam que uma área do Deserto de Atacama passou incríveis 571 anos sem ver uma gota de chuva. Outro detalhe sobre o Atacama: as temperaturas podem varias de 40º C ao dia a 0º C à noite.
O maior depósito de sal a céu aberto do mundo é o salar de Uyuni, na Bolívia. Acredite, o salar fica a 3.800 metros de altitude na Cordilheira dos Andes. À propósito, você sabia que ele é sete vez maior que a cidade de São Paulo?
Devido ao seu isolamento geográfico (estima-se que o continente australiano tenha se separado da Antártida há 50 milhões de anos), a Austrália possui animais únicos, que não são encontrados em nenhum outro lugar do mundo. Um exemplo são os marsupiais (mamíferos com uma bolsa, que substitui a placenta) como o lobo-da-Tasmânia, o canguru e o coala.
O Canadá é o país que possui o maior número de lagos de água doce do mundo. São milhares de lagos, em todo o território. Só para se ter uma idéia, a província de Ontário possui nada mais nada menos do que 25.000 lagos.
O território japonês é montanhoso, com um grande número de vulcões (86, no total) e está sujeito a constantes tremores de terra. Os terremotos são tão frequentes no Japão que foram registrados mais de 200 com intensidade de leve a moderada num único dia.
Cuba não se resume a uma ilha, mas a um arquipélago formado por mais de 1.500 ilhas. As maiores são a Ilha de Cuba e a Ilha da Juventude.
A Finlândia é um dos países com maior número de lagos e ilhas do mundo. Perde apenas para países como o Canadá. Em uma área três vezes menor do que a do estado brasileiro do Mato Grosso, ela possui nada menos que 187 mil lagos e 180 mil ilhas.
Os três maiores lagos da África ficam na Tanzânia. São eles: Vitória, Tanganica e Malauí. O Tanganica é o lago mais profundo e com maior biodiversidade do continente.
A Costa do Marfim recebeu esse nome devido ao intenso comércio de marfim na região. Atualmente, a base da economia é o cacau e não o marfim como muita gente pensa.
Em tradução livre, thai significa “sorriso”, “feliz”. Land vem do inglês e quer dizer “terra”. Thailand ou Tailândia seria, portanto, “terra dos sorrisos” ou “terra feliz”. Os próprios tailandeses chamam seu país de “Terra dos Sorrisos”.
O Equador tem esse nome justamente por que é cortado ao meio pela Linha do Equador (Ecuador, em espanhol). Metade do país fica no hemisfério Norte e a outra metade no Hemisfério Sul.
A Holanda é normalmente chamada de Países Baixos (ou Nederlands, literalmente “países baixos”). Ela recebeu esse nome por causa das 12 províncias locais, os tais países. A Holanda é também extremamente plana (praticamente não possui montanhas) e 40% do país fica abaixo do nível do mar.
Você sabe por que os portugueses também são chamados de lusitanos? Por causa dos lusitanos, um conjunto de tribos que habitava desde a Idade do Ferro a região do atual Portugal.
Um dos nomes mais comuns na geografia da Venezuela é Símon Bolívar, herói da independência do país. Além de um estado chamado Bolívar, existe uma cidade, uma montanha…. Aliás, a moeda venezuelana é o bolívar. O nome oficial do país é República Bolivariana da Venezuela. E o ex-presidente Hugo Chávez seguia uma ideologia de esquerda chamada por ele e seus seguidores de bolivariana.
Apesar de serem muçulmanos e viverem em um país asiático situado numa região chamada de Oriente Médio, os iranianos tem parentescos étnico e linguístico com os europeus, não com os árabes. O idioma falado no Irã é o farsi, uma língua do ramo indo-europeu.
A pequena República Tcheca está muito longe do Brasil quando o assunto é produção de cerveja. Os brasileiros estão em 3º lugares e os tchecos, em 22º. Mas quando o assunto é consumo, os tchecos ganham disparado. O país é o maior consumidor mundial do produto, com 143 litros per capita anuais.
O maior consumidor de vinho do mundo é Luxemburgo. Nesse pequeno país da Europa, são consumidos anualmente 61 litros de vinho por pessoa.
Já o maior consumidor de chá é a Irlanda. Um irlandês bebe cerca de 1.302 xícaras de chá por ano.
O maior consumidor de azeite do mundo é a Grécia. Só para se ter uma idéia, os gregos consomem 18 litros per capita por ano. Só para se ter uma idéia, os espanhóis, que são os maiores produtores de azeite, consomem em torno de 12 litros.
O Butão, um pequeno país encravado na cordilheira do Himalaia, criou o índice de Felicidade Interna Bruta, ou FIB, que a cada dois anos avalia o índice de felicidade de seus habitantes.
O famoso bacalhau do Porto – muito consumido pelos brasileiros na Páscoa – é, na verdade, pescado na Noruega. O Brasil consome 30% do pescado norueguês. Em quilos, isso dá 18 mil toneladas por ano.
Uma parte significativa do território espanhol foi domínio árabe-muçulmano durante 750 anos. Os árabes chamavam a região de Al-Andaluz. Tal domínio durou até 1492, quando os reis da Espanha Isabel de Castela e Fernando de Aragão expulsaram os últimos muçulmanos da região.
A Península da Anatólia foi habitada por diversas civilizações: hititas, frígios, celtas, lídios, sumérios, gregos, persas, macedônios, romanos, bizantinos, curdos e turco-otomanos. Na verdade, toda a região que compreende a moderna Turquia é habitada por grupos humanos desde a Idade da Pedra Polida, mais conhecida como Neolítico.
Apesar da língua oficial ser o espanhol, são faladas 62 línguas indígenas no México. Detalhe: a maior parte da população mexicana tem antepassados indígenas (mais da metade é mestiça).
A moeda da Guatemala é o quetzal – mesmo nome de um pássaro de plumagem verde e vermelha comum na América Central. O quetzal é uma ave que não sobrevive em cativeiro e que, para muitos, representa a liberdade.
Ao contrário do que muitos brasileiros pensam, Buenos Aires não é capital da província argentina de Buenos Aires, mas uma cidade autônoma da Argentina. Aliás, seu nome formal é Cidade Autônoma de Buenos Aires (Ciudad Autónoma de Buenos Aires).
A França é o país mais visitado do mundo, recebendo por volta 82 milhões de turistas estrangeiros anualmente.
Damasco, a capital da Síria, é uma das cidades mais antigas continuamente habitadas do mundo. Ela é habitada há mais de cinco mil anos.
A Nigéria é um dos países com maior crescimento populacional do mundo. Acredita-se que se tornará o terceiro país mais populoso do mundo antes de 2100.
O Reino Unido é representado nas Copas do Mundo por quatro seleções: Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. Já nos jogos olímpicos, é representado por apenas uma comissão.
Apesar do rastafarismo ser normalmente associado a Jamaica, apenas 10% da população é rastafari. A grande maioria dos jamaicanos é cristã ou não possui filiação religiosa. Outra: a maconha é proibida  no país.
A Etiópia possui grande concentração de cristãos, muçulmanos e judeus. Em sua maioria, os cristãos seguem a Igreja Ortodoxa Etíope. Os judeus negros etíopes são conhecidos como falashas.
Muitos camponeses do Vietnã fazem questão de ser sepultados em seus arrozais. Ao contrário do que ocorre no Brasil, os enterros vietnamitas são festas com cantos, danças e distribuição de arroz.
Quase todo o ópio consumido na Europa é produzido no Afeganistão. O país é o maior produtor mundial de papoula, a matéria-prima do ópio.
Os banhos termais são uma atração à parte em Budapeste, na Hungria. Existem dezenas de piscinas térmicas e spas na cidade. No inverno, os húngaros frequentam piscinas cobertas e aquecidas, com temperaturas de até 36º C.
A pena de morte/execução por “esmagamento por elefante” pode ser muito incomum e estranha, mas é pratica comum em países do Sudeste Asiático como Indonésia. Trata-se de uma execução bem simples: o réu tem a cabeça esmagada pela pata do elefante. Um brasileiro foi recentemente condenado a esse tipo de morte na Indonésia.
Os mongóis são orgulhosos de seu passado guerreiro e de seu antigo líder Gêngis Khan. Tanto que existem inúmeras estátuas de Khan em Ulan Battor, capital da Mongólia (uma delas em frente ao prédio do Parlamento). A maior é uma estátua equestre com 40 metros de altura e 250 toneladas situada a cerca de uma hora da capital.
Viena, a capital da Áustria, foi apontada numa pesquisa realizada pela empresa de finanças UBS, no final de 2011, como uma das 10 cidades do mundo mais caras para turistas. Recentemente, foi eleita a cidade com maior qualidade de vida.
O maior exportador de petróleo do mundo é a Arábia Saudita. Aliás, o petróleo é responsável por 90% das exportações e 75% da renda da AS.
Considerado o maior canal do mundo, o Canal do Panamá foi controlado pelos Estados Unidos durante décadas. Só passou para o controle do Panamá recentemente – mais propriamente em 1999. A construção do canal durou 35 anos. Cerca de 25 mil pessoas morreram na obra, o equivalente a duas por dia.
O Zimbábue, pequeno país africano situado no sul do continente, tem a maior inflação do mundo. Em 2007, a inflação chegava a incríveis 4.500% ao ano (detalhe: segundo os analistas esse número é bem maior: 11.000% anuais).
O Qatar é o país com a maior população masculina do planeta. Lá, existem 3,12 homens para cada mulher.
O país com o maior número de mulheres é a Ucrânia. São 1,17 mulheres para cada homem. Curiosamente, dos 10 países com maior população feminina, seis são vizinhos da Ucrânia.
Não existem cobras na Nova Zelândia.
Silvia, a rainha da Suécia, é filha de brasileira, morou no Brasil e fala fluentemente o português. Um detalhe que os corintianos vão adorar: Silvia é torcedora do Corinthians.