A Rádio Vanguarda de Feira

A Rádio Vanguarda de Feira

quarta-feira, 16 de julho de 2014

José Bezerra da Silva – Mais conhecido como "Bezerra da Silva"

Bezerra da Silva nasceu no Recife no ano de 1927, se mudou para o Rio de Janeiro aos 15 anos de idade, fugindo da fome e da falta de perspectiva em sua cidade natal, vivendo lá até 2005, ano de sua morte. Na cidade maravilhosa encontrou trabalho na área da construção civil, não se pagava bem e muitas vezes passava o dia trabalhando sem dinheiro para comer. No Rio também encontrou espaço para criar seus sambas que serviam como uma válvula de escape diante de uma realidade nada fácil.




Sua história no mundo da música se inicia através de Jackson do Pandeiro. Em 1950 se torna ritmista da Rádio Clube, onde tocava tamborim, surdo e instrumentos de percussão, mas ele foi mais longe: estudou violão por oito anos e se tornou um dos poucos sambistas, naquela época, que sabia ler uma partitura.

Após muito trabalho e estudo Bezerra consegue lançar seu primeiro compacto, em 1969, o primeiro LP seis anos depois e daí em diante não parou mais. O porta-voz da favela, apelido que não foi dado à toa visto que a grande maioria de suas músicas eram compostas por gente do morro,  retrata em seus sambas a realidade de um povo, muitas vezes, marginalizado.  Ele não poupa esforços ao falar das injustiças sociais, o que fica claro na música “Vítimas da Sociedade”:

"Se vocês estão a fim de prender o ladrão. 
Podem voltar pelo mesmo caminho 
O ladrão está escondido lá embaixo 
Atrás da gravata e do colarinho"

Mesmo vivendo uma realidade cruel, onde muitas vezes não tinha o que comer ou que via amigos serem presos injustamente, o sambista conseguia manter o tom bem humorado presente nas canções que gravava, um bom exemplo aparece na música “Parabéns pra você meu Brasil”:

“Roubam até da merenda de crianças carentes, minha Nossa Senhora!
Só não roubam São Jorge porque Ele mora na rua(lua?)
”

Na música “Se não fosse o samba” ele fala dos muitos momentos em que os moradores do morro eram presos apenas por serem da favela:
“E toda vez que descia o meu morro do galo
Eu tomava uma dura
Os homens voavam na minha cintura
Pensando encontrar aquele três oitão
Mas como não achavam
Ficavam mordidos, não dispensavam,
Abriam a caçapa e lá me jogavam
Mais uma vez na tranca dura pra averiguação”

Bezerra da Silva é considerado por muitos como um “artista marginal”, pois desafia o sistema em que vive, denunciando e fazendo críticas sociais a respeito da sociedade brasileira.  Abaixo alguns trechos que exemplificam isso:
“Meu samba é duro na queda
Não é conversa fiada
É uma bandeira de luta
na vida da rapaziada
Sou porta voz de poetas
Que ninguém da chance  assim como eu
Uns vêm da favela, outros da baixada
Com esses talentos o meu samba venceu”

(Meu samba é duro na queda)

“Quem tem muito quer ter mais
E quem não tem mata pra ter
Trocando a paz pela guerra
pensando que vai resolver
Sei que a maré está braba
Mas tem muita gente na maré mansa
Sustentando cachorro a filé mignon
E vendo a fome matando criança”

(Raiva de tudo)
"Se elegeu com votos da favela,
depois mandou nela
metê bala,
isso é que é ser canalha..."
(Verdadeiro Canalha)

"Por que é que o doutor não prende aquele careta

que só faz mutreta e só anda de terno
porém o seu nome não vai pro caderno
ele anda na rua de pomba-rolô
A lei só é implacável pra nós favelados
e protege o golpista
ele tinha que ser o primeiro da listas
e liga nessa doutor!"
(Se liga Doutor)
Muitos dizem por aí que Bezerra era à frente do seu tempo, acredito nisso quando penso em sua coragem em criticar sem papas na língua o que muita gente engolia calado, mas de uma coisa é certa, infelizmente os problemas daquela época continuam fazendo parte do nosso dia a dia, e é por isso que não me canso de ouvir suas músicas. Vejam esse trecho da música “Candidato caô caô” e me digam se não é superatual?!
“Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha
Bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Jantou no meu barracão
E lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi
É mais um candidato
Às próximas eleições”
Falcão, Bezerra e Marcelo D2
Assista um tributo feito a Bezerra da Silva:


E também a apresentação dele no programa Viva Brasil:


Bezerra nunca foi um músico aclamado por todos, é mais do tipo que se ama ou odeia, mas tem um grande e fiel público, além de uma vasta obra, confira a discografia completa do mestre:
·         (2005) O samba malandro de Bezerra da Silva • Sony/BMG • CD
·         (2004) Pega eu • Som Livre • CD
·         (2004) Caminho de luz • Independente • CD
·         (2003) Meu bom juiz • CID • CD
·         (2002) A gíria é a cultura do povo • CD
·         (2000) Bezerra da Silva ao vivo • CID • CD
·         (2000) Malandro é malandro e mané é mané • Gravadora Atração Fonográfica • CD
·         (1999) Eu tô de pé • MCA • CD
·         (1997) Presidente caô caô • BMG Ariola • CD
·         (1997) Bezerra da Silva comprovando a sua versatilidade • Rhythm and Blues • CD
·         (1996) Meu samba é duro na queda • RGE • CD
·         (1995) Bezerra da Silva contra o verdadeiro canalha • RGE • CD
·         (1995) Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró-os três malandros in concert • Sony Music • CD
·         (1992) Presidente caô, caô • CID • CD
·         (1990) Eu não sou santo • RCA Victor • LP
·         (1988) Violência gera violência • RCA Victor • LP
·         (1986) Alô malandragem, maloca o flagrante • RCA Victor • LP
·         (1985) Malandro rifle • RCA Victor • LP
·         (1983) Produto do morro • RCA Victor • LP
·         (1980) Partido-alto nota 10 Volume 3 • LP
·         (1978) Partido-alto nota 10 volume 2 • CID • LP
·         (1977) Partido-alto nota 10 volume 1 • CID • LP
·         (1976) Bezerra da Silva, o rei do coco volume 2 • Tapecar • LP
·         (1975) Bezerra da Silva, o rei do coco volume 1 • Tapecar • LP
·         (1969) Mana, cadê o boi?/Viola testemunha • Copacabana Discos • Compacto simples

terça-feira, 15 de julho de 2014

Alceu Valença: Anos 70

1970

Em junho, coloca “Manhã de Clorofila” no III Festival Universitário de MPB, no Recife. Em julho, inscreve no Balaio do V Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, três composições: “Fiat Lux Baby”, “Erosão” e “Desafio Linda”. Nasce no Recife Alceu Valença Filho, o Ceceu, primeiro filho de Alceu Valença, com Eneida, sua primeira esposa. Muda-se para o Rio de Janeiro.

1971

Em janeiro, integra o elenco do show “Erosão a Cor e o Som”, no Teatro Popular do Nordeste, na capital pernambucana. Em agosto, acontece no Rio de Janeiro, o IV Festival Universitário da MPB, no qual classifica “Água Clara”, “78 Rotações” (parceria com Geraldo Azevedo) e “Planetário”.

1972

Classifica “Papagaio do Futuro” para o VII Festival Internacional da Canção, no Rio, em setembro. O número é interpretado por Alceu e Jackson do Pandeiro. Apresenta em Recife o show “Papagaio do Futuro”. Grava o primeiro disco, pela Copacabana, ao lado de Geraldo Azevedo: “Alceu Valença e Geraldo Azevedo” é o primeiro registro discográfico da carreira de Alceu.

1974

Em janeiro monta o show “O Ovo e a Galinha” no Recife.

1975

Em fevereiro, participa do Festival Abertura, promovido pela TV Globo, no Rio de Janeiro, com a canção “Vou Danado pra Catende”, e recebe do júri o prêmio de “melhor pesquisa musical”. Estréia o show “Vou Danado pra Catende” no Teatro Tereza Rachel, em Copacabana, que se transforma no repertório do primeiro disco ao vivo, “Vivo”, lançado no ano seguinte pela Som Livre.

1976

Ao lado de Jackson do Pandeiro, faz uma série de shows para o Projeto Seis e Meia, inicialmente no Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro e depois em outras cidades brasileiras.

1977

Lançamento do LP “Espelho Cristalino”, pela Som Livre.

1978

Percorre várias cidades do país com o Projeto Pixinguinha, dividindo o palco com Jackson do Pandeiro. Leva o repertório de “Espelho Cristalino” para o palco com o show “Alceu Valença em noite de black tie”.

1979

Faz uma pequena temporada de shows, intitulada “Alceu Valença em noite de au revoir”, na Escola de Artes Visuais, no Rio de Janeiro, antes de seguir para uma temporada de shows na França. Em Paris, apresenta temporada no Teatro Campagne Première, grava informalmente o disco “Saudades de Pernambuco” (que permanece inédito no Brasil), percorre algumas cidades européias como Lyon (França), Nyon (Suíça, para participar do Nyon Folk Festival) o interior da Alemanha, além de gravar um show para a RTF (Radio Television Française). De volta ao Brasil apresenta no Teatro Ipanema, Rio de Janeiro, o show “O cantador”.

domingo, 13 de julho de 2014

+ Do Novo Baiano, Paulinho Boca de Cantor.


 Iniciou sua carreira artística em 1962 como crooner de Cartilho e sua Orquestra. Em seguida, integrou a Orquestra Avanço, ao lado de Tutty Moreno, Perinho, Moacyr Albuquerque, Tuzé de Abreu, Perna Fróes e Bira Silva. Atuou em bailes em Salvador e no interior da Bahia.

Em 1968, por intermédio de Tuzé de Abreu, conheceu Luiz Dias Galvão (Galvão) e Antonio Carlos Moreira Pires (Moraes Moreira). Com eles, idealizou o show "Desembarque dos bichos depois do dilúvio", encenado no teatro Vila Velha, Salvador (BA). O show contou com a participação de Bernadeth Dinorah de Carvalho Cidade (Baby Consuelo) e Pedro Aníbal de Oliveira Gomes (Pepeu Gomes).

No ano seguinte, esse mesmo grupo, com o nome de Os Novos Baianos, participou do Festival de Música da TV Record, interpretando a canção "De Vera" (Moraes e Galvão), classificada em terceiro lugar. O conjunto atuou no cenário artístico durante 10 anos.

Em 1979. com a dissolução do grupo, deu início à sua carreira solo, lançando o disco " Paulinho Boca de Cantor: bom de chinfra e bom de amor", que contou com a participação de Gilberto Gil e Galvão na faixa "Que bom prato é vatapá", e incluiu a regravação do clássico "Faixa de cetim", de Ary Barroso.

Dois anos depois lançou "Valeu", o disco independente mais vendido de 1982, com destaque para "Valeu" (Paulo Leminski), "Rocky Mary" (Lula Martins), "Vestido de Prata" (Jorge Alfredo) e "Estrela manhã (J. Veloso, Paulinho Boca e Carlô).

Em 1983, apresentou-se em Roma,, juntamente com Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Moraes Moreira, entre outros, com o espetáculo "Bahia de todos os sambas", do qual resultou um filme de média metragem.

Participou de grandes eventos musicais em São Paulo, como os Festivais de Lacanga e os espetáculos "Ginga Brasil", e também percorreu o interior do país com o show "Valeu".

Em 1984, assinou contrato com a EMI-Odeon, gravando os discos "Cantor popular","Carnaval já" e "Brincar pra valer".

Em 1988, viajou para os EUA, fundando a Bahia Band e divulgando as novas fusões afro-baianas.

Em 1997, voltou a se reunir com os outros integrantes de Os Novos Baianos, na gravação do CD "Infinito circular", que gerou o show homônimo apresentado no Metropolitan (RJ).

Desde 1975, vem participando do Carnaval da Bahia com o Trio Elétrico Os Novos Baianos.

Morando em Salvador, continuou participando de festas populares e eventos. Foi um dos fundadores da Associação Baiana dos Artistas Independentes (ABAI), entidade que representa cantores e compositores perante órgãos públicos e empresas privadas. Idealizou, com o parceiro Edil Pacheco, o projeto "Bahia de todas as músicas: do Lundu ao Axé", objetivando resgatar a produção musical baiana do século.

sábado, 12 de julho de 2014

A História da Blitz!


Banda Blitz foi uma das grandes bandas do chamado Rock Brasil na década de 1980. A música anos 80 não seria a mesma sem a irreverência e fuga dos padrões da Banda Blitz. Se você, como eu, é fã da Banda Blitz confira abaixo a biografia e discografia da Banda Blitz.

Biografia da Banda Blitz

A Banda Blitz foi fundada em 1980, no Rio de Janeiro e seus integrantes eram:
  • Evandro Mesquita, guitarra e voz
  • Fernanda Abreu, backing vocal
  • Marcia Bulcão, backing vocal
  • Ricardo Barreto, guitarra
  • Antônio Pedro Fortuna, baixo
  • William “Billy” Forghieri, teclados
  • Lobão (depois substituído por Juba), bateria

As coisas começam a acontecer em 1982

Janeiro de 1982, verão carioca. Uma lona começa a ser esticada sobre o pedaço de terra que separa Ipanema de Copacabana. À sua sombra toma forma um espaço multicultural e democrático que ficou conhecido como Circo Voador. Naquele palco praiano, que depois mudaria para a Lapa, no centro do Rio, nasceu a BLITZ.
Vinda de shows improvisados em bares da zona sul, banda tomou forma e começou a virar mania no tablado do Circo. Em julho daquele ano gravou o compacto “Você Não Soube Me Amar”, que só tinha essa música. No lado B do disco uma voz repetia “nada, nada, nada”. Em três meses o compacto vendeu 100 mil cópias e aquela canção diferente, meio cantada, meio falada, cheia de swing, gírias e de alegria virou febre. Ainda em setembro foi lançado o LP “As Aventuras da Blitz”, com uma venda ainda mais impressionante que a do compacto. A BLITZ tinha o país aos seus pés. (BlitzMania).
Tentaram classificar a Banda Blitz como Rock, mas ela era inclassificável na melhor acepção do termo. E isso tinha muito a ver com a sua origem, o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. De lá saiu Evandro Mesquita, o homem de frente do grupo, responsável por boa parte das letras deliciosamente coloquiais da Banda Blitz. De lá saiu também Patrícia Travassos, que dirigiu os primeiros shows do grupo e imprimiu a eles a marca do espetáculo músico-teatral.
Evandro não só cantava, mas também dialogava com as garotas do backing vocal, a cantora Márcia Bulcão e a amiga dela, a bailarina Fernanda Abreu. Na cozinha musical, jovens talentosos como Billy Forghieri (teclados, ex–Gang 90), Ricardo Barreto (guitarra), Antonio Pedro (baixo, ex-Mutantes) e Lobão (bateria) garantiam som de primeira.

Anos de sucesso e separação da Banda Blitz

Os anos de ouro do grupo vão de 1982 a 1986. Nessa época a Banda Blitz lançou três discos, fez centenas de shows pelo país e pelo exterior, entre eles as antológicas apresentações no Rock in Rio I, e se dissolveu às vésperas da gravação do quatro disco. Voltou a se reunir e a se separar nos anos 90.
Ganhou o Troféu Imprensa de Melhor Conjunto Musical em 1984 e se separou logo em seguida, em 1986. Mas se a Banda Blitz fazia tanto sucesso, por que se separou na época? Evandro Mesquita respondeu ao O Globo em 2009.
Como em todo casamento e namoro, tem ciúme, inveja, intriga. Acho que a Blitz se suicidou nessa do ego, da ilusão do sucesso; quem não estava com a cabeça preparada caiu nessa armadilha, e chegou uma hora em que não deu mais.

Atualmente

Hoje com uma formação estável e que já gravou três CDs e dois DVDs, a banda é composta por:
  • Evandro Mesquita (vocal, guitarra e violão)
  • Billy (teclados)
  • Juba (bateria)
  • Rogério Meanda (guitarra)
  • Cláudia Niemeyer (baixo)
  • Andrea Coutinho (backing vocal)
  • Mariana Salvaterra (backing vocal)
Antenados com a modernidade o caldeirão Blitz continua fervendo com o rock, o pop, o reggae, o blues, o eletrônico, as baladas de gaita e violão, as letras bem-sacadas, as guitarras swingadas, o canto falado, as respostas das meninas, enfim, o típico bom-humor que sempre foi a marca de Mesquita & Cia. (BlitzMania).
banda blitz formação atual

Discografia da Banda Blitz

  • 1982 – As Aventuras da BLITZ 1
  • 1983 – Radio Atividade
  • 1984 – BLITZ 3
  • 1990 – Todas as Aventuras da BLITZ
  • 1994 – BLITZ ao Vivo
  • 1997 – Línguas
  • 1999 – BLITZ 2000 Últimas Notícias
  • 2006 – BLITZ – Com Vida
  • 2008 – BLITZ – Ao Vivo e a Cores
  • 2009 – Eskute Blitz
  • 2010 – DVD Ao Vivo Eskute e Veja Blitz
  • 2013 – Multishow Ao Vivo – Blitz 30 Anos

Banda Blitz na internet

Você pode encontrar e interagir com a Banda Blitz nas seguintes redes sociais e sites.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Mega-hits Manjados: 10 clássicos que se tornaram clichês




Imaginem as seguintes cenas: Você está num show de hard rock e gritam pedindo "Sweet Child O' Mine". Tá assistindo uma reportagem sobre motos e toca "Born To Be Wild". Na festa de formatura, tocam "We Are The Champions". Vários clássicos do rock são tocados tantas e tantas vezes que você chega ao ponto de ficar enjoado de ouvir uma canção que chegou a mudar os rumos da história do rock ou da música repetida à exaustão. Por isso, eu mesmo listei 10 canções que, mesmo sendo clássicos indiscutíveis registrados nos cânones do rock, já se tornaram clichê por se repetirem várias e várias vezes, em situações diferentes. A lista poderia ser maior, mas para não estender o conteúdo da matéria, deixaremos apenas essas e, dependendo da receptividade, posso dar continuidade a lista.
10 - Guns N' Roses - Sweet Child O' Mine
Você não precisa ser hard rocker pra cantarolar o riff e o solo da música, cantar o refrão (em um inglês discutível) e até mesmo tirar essa canção no violão com a ajuda daquela revista de cifras de 1,99. Sweet Child O’ Mine está tão manjada hoje que qualquer artista toca a música, independente do estilo. A prova disso é a Sheryl Crow.
09 - Kansas - Carry On Wayward Son

Qual música do Kansas seria a mais manjada? Com certeza responderiam “Dust In The Wind”, por ter sido revisitada várias e várias vezes, mas fugindo do óbvio (só dessa vez) vou dar uma chance a Carry On Wayward Son. Até 2006, a música era conhecida pelos fãs do Kansas e de classic rock. Mas no final daquele ano, a canção foi parar na trilha sonora do jogo Guitar Hero II e aí vários adolescentes adotaram a canção nos seus MP3 players. Depois, foi a vez da série Supernatural colocar a canção no final de cada temporada. Com isso a canção entrou de vez no consciente coletivo daqueles que, se duvidar, nem sabem que Dust In The Wind é do Kansas.
08 - Journey - Don't Stop Believing
Não deixe de acreditar que essa música foi tema de abertura da insípida série Glee. Até por que contribuiu bastante para a repetição exaustiva dessa canção autoajuda do Journey.
07 - George Thorogood - Bad To The Bone
Esse blues, mesmo sendo uma das melhores composições do estilo feito por um artista branco, se tornou bem repetitiva depois que fez parte da trilha sonora do filme Exterminador do Futuro 2. Quando você ouve o riff de Bad To The Bone, você já se sente um machão malvado até os ossos, mas o efeito só dura mesmo por uns 5 minutos, tempo de duração da música.
06 – Dire Straits - Sultans of Swing
O ritmo suingado da guitarra de Mark Knopfler nessa canção já está tão manjada que mais parece hoje uma guitarrada paraense. A canção tem estilo, obviamente, mas se tornou um tanto insossa depois de tantas repetições.
05 – Rolling Stones - (I Can't Get No) Satisfaction
Por mais que o tema da canção seja bastante atual - a insatisfação do homem perante o consumismo desenfreado - é de se ficar “insatisfeito” com a quantidade de vezes em que essa música é tocada. Os Rolling Stones já tem fama de extremamente repetitivos por conta de suas longas turnês, com essa música então as críticas se tornam cada vez mais plausíveis.
04 – Black Sabbath – Paranoid
É uma piada fácil, mas mesmo sendo um clássico indiscutível do rock e pilar principal para a criação do heavy metal, é de se ficar “paranoico” ouvir tantas e tantas vezes essa música. Mas Iron Man, com sua inclusão no filme Homem de Ferro, pode ocupar o trono de “canção chiclete do Sabbath” antes ocupado por Paranoid.
03 – Steppenwolf – Born To Be Wild
Está comprovado: Born To Be Wild está para as motocicletas assim como Je T'aime Moi Non Plus (canção do compositor francês Serge Gainsbourg) está para o sexo. Não há uma reportagem sobre motos ou qualquer coisa relacionada em que a canção do Steppenwolf não esteja no meio. E não é só pela letra da canção (uma ode as motocicletas e as viagens na estrada), mas também pela inclusão (vejam só como os filmes podem ser influenciáveis) da música no filme Easy Rider – Sem Destino, na qual logo no início do filme a música aparece na cena em que Peter Fonda e Dennis Hopper estão em suas possantes. Milhares de discos do Steppenwolf e várias Harley Davidson foram vendidas desde então.
02 – Deep Purple – Smoke On The Water
Sabe aquele seu amigo que sempre quando vai conversar com você te conta uma história que ele já contou diversas vezes? Pois é, o mesmo sentimento de “lá vem de novo essa história” pode ser sentido quando Ian Gillan nos conta sobre um certo incêndio num cassino em Montreaux causado por um “some stupid with a flare gun” que deu um tiro no teto e causou a destruição no local. Mesmo sendo um clássico indiscutível, poderíamos ter ouvido a versão do Frank Zappa and The Mothers sobre o caso.
01 – Queen – We Are The Champions
O que era antes a faixa de encerramento dos shows do Queen acabou se tornando um hino de superação... De qualquer coisa. Campeonatos esportivos, formaturas, festas de empresa, palestras de autoajuda... Tudo relacionado a vitória tem essa música no meio ! Para provar que não é implicância: em 2011 pesquisadores britânicos concluíram que We Are The Champions é a canção mais chiclete de todos os tempos, desbancando Y.M.C.A., do Village People.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Paulo Diniz


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Paulo Diniz, nasceu em Pesqueira – PE, em 24 de janeiro de 1940. Orfão de pai, dos 12 aos 16 anos trabalhou numa fábrica de doces da sua cidade.
Iniciou sua carreira no Recife, trabalhando como Crooner e baterista em casas noturnas. Ainda no Recife, trabalhou como locutor e ator na rádio. Depois foi morar no Ceará para trabalhar como ator. Em 1964, foi para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar na Rádio Tupi como locutor. Durante algum tempo, chegou a ser locutor esportivo. E nessa época passou a compor com mais frequência. Sua primeira gravação foi em 1966 com a música O Chorão. Em 1967, passou a conviver com Paulinho da Viola, Caetano Veloso e outros artistas. Em 1970, laçou o LP “Quero Voltar para a Bahia”, onde também se destaca a música “Um Chopp para Distrair”, ambas de sua parceria com Odibar. A música “I Want to GO back to Bahia” é uma homenagem a Caetano Veloso, que estava exilado em Londres. No ano seguinte gravou (Paulo Diniz) no qual fez sucesso com “O meu amor Chorou” e “Pingos de Amor”.
Ao longo de sua carreira, musicou vários poemas de poetas Brasileiros, entre eles, Carlos Drummond de Andrade “E Agora José?”, Manoel Bandeira “Vou-me Embora pra Pasárgada”, Gregório de Matos “Definição de Amor”, Jorge de Lima “Essa Nega Fulô” e Augusto dos Santos “Versos Íntimos”.
Suas músicas foram gravadas por vários interpretes, entre eles, Fagner, Simone, Emílio Santiago, Clara Nunes, Elizeth Cardoso… entre 1987 a 1996 por motivo grave de saúde, não gravou nenhum disco. Em 1997, morando no Recife, retornou sua carreira parcialmente recuperado, até pouco tempo, Paulo Diniz continuava fazendo shows, mesmo em cima de uma cadeira de rodas, pois uma doença o tornou paraplégico. Porém o vozeirão continuava intacto.
A informação que tenho é que Paulo Diniz hoje mora em Boa Viagem.

Curiosidades de Baby Do Brasil: Musa Dos Novos Baianos

O nome de batismo de Baby do Brasil é Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade, nascida em Niterói no dia 18 de julho de 1952 se tornou uma cantora e compositora famosa no país. O destaque da carreira de Baby do Brasil que também é conhecida como Baby Consuelo é o fato de ter feito parte do grupo Novos Baianos no período de 1969 a 1979.

Carreira De Baby Do Brasil

A Infância De Baby Do Brasil

A família de Baby era de classe média alta e durante a sua infância a cantora residiu nas cidades de Niterói e Rio de Janeiro. Foi logo na infância que Baby começou a se dedicar a tocar violão e a cantar. O talento de Baby foi reconhecido desde cedo, pois com apenas 14 anos venceu um festival de música em Niterói. A música que concedeu o prêmio para a jovem Baby era do maestro renomado Eduardo Lages.
A Infância De Baby Do Brasil
A Infância De Baby Do Brasil

A Fuga Para Salvador

A grande mudança na vida de Baby aconteceu em 1969 quando ela fugiu de casa e foi para Salvador, na Bahia. Chegando a Bahia a jovem cantora conheceu os também músicos Galvão, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor e o guitarrista, que viria a se tornar o seu marido, Pepeu Gomes.
Os músicos se jantaram e formaram o icônico grupo chamado Os Novos Baianos, em 1970 o grupo lançou o seu primeiro disco, pela gravadora RGE Fermata, que recebeu o nome de “É Ferro na Boneca. Esse primeiro álbum projetou o grupo ao sucesso em todo o Brasil.
Logo depois disso a banda se mudou para um sítio no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, para poder trabalhar em seu segundo álbum. O trabalho foi concebido num tipo de laboratório de criação. O resultado desse empenho todo foi o álbum “Acabou Chorare” que foi escolhido pela revista Rolling Stone Brasil como o “o maior álbum de música brasileira de todos os tempos”.
A Fuga Para Salvador
A Fuga Para Salvador

Carreira Solo

O casal Baby do Brasil e Pepeu Gomes fez parte do grupo Os Novos Baianos até 1978 quando decidiram que cada um deveria começar uma carreira solo. Baby se deu muito bem em sua carreira solo, pois o seu primeiro álbum, lançado pela Warner Music, chamado “O Que Vier Eu Traço” foi muito bem recebido e obteve êxito comercial. O primeiro grande sucesso de Baby foi “Menino do Rio, canção que é uma composição de Caetano Veloso feita exclusivamente para Baby e que foi tema da novela “Água Viva” da Rede Globo.
Essa música faz parte do seu segundo disco solo, “Pra Enlouquecer”, que foi outro grande sucesso comercial. Uma curiosidade sobre esse segundo disco é que na capa Baby aparece ao lado de quatro de seus seis filhos.

Vida Pessoal

Baby do Brasil teve seis filhos com Pepeu Gomes e uma característica do casal sempre foi dar nomes minimamente inusitados para os bebês. Os filhos do casal são: Riroca (que depois trocou de nome para Sarah Sheeva), Zabelê, Nana Shara, Pedro Baby (os quatro que estão na capa de Pra Enlouquecer), Krishna Baby e Kriptus Baby.
Krishna Baby foi homenageado aparecendo na contracapa do disco que tem o seu nome lançado no ano de 1984 e Kriptus Baby está na capa do disco “Sem Pecado e Sem Juízo” de 1985. As três filhas de Baby, Sarah Sheeva, Zabelê e Nana Shara chegaram a formar uma girl-band chamada SNZ que atingiu um grande sucesso comercial e chegou ao fim.

A Religião Na Vida De Baby Do Brasil

A filha de Baby, Sarah Sheeva passou no final da década de 90 decidiu sair do grupo musical que tinha com as irmãs para se tornar pastora de uma Igreja evangélica. No começo Baby não aceitou muito bem a decisão da filha que mudou totalmente o seu estilo de vida.
Porém, depois de alguns anos a própria Baby passou a fazer parte Igreja Ministério do Espírito Santo de Deus como pastora. Baby manteve a sua carreira de cantora em paralelo a dedicação a Igreja e a se tornar uma pastora. Um dos projetos mais recentes em que Baby trabalhou foi a produção do filme “Apopcalipse segundo Baby”, com direção de Rafael Saar e que se trata de uma cinebiografia da cantora.

Música Gospel

Durante algum tempo de sua carreira Baby se dedicou a música gospel, porém, em 2012 voltou ao palco no Vivo Open Air, no Jockey Club Brasileiro (RJ) para cantar novamente os clássicos da sua carreira. Esse foi um momento especial para a cantora, pois os arranjos das músicas desse show foram feitos por seu filho Pedro Baby.
Nesse show Caetano Veloso fez uma participação especial cantando “Menino do Rio” ao lado de Baby. Uma polêmica sobre esse show e esse retorno de Baby para os palcos com os seus antigos sucessos foi que Sarah Sheeva, a filha que levou a cantora para a Igreja evangélica, não concordou com essa atitude da mãe.
Para Sarah sua mãe deveria ficar afastada desse tipo de música dedicando-se apenas as canções gospel. Seja como for Baby está disposta a conquistar um público mais jovem com os seus antigos sucessos repaginados. Aliás, não são só as músicas que foram repaginadas, com o cabelo roxo, roupas extravagantes e agarrada a um iPad Baby se mostra pronta para iniciar uma nova fase, com ou sem a aprovação de Sarah. Conhecida por muitos como ‘popastora” Baby não deixou o gospel de lado.